Depois que publiquei o meu post Devemos limitar o nosso número de conexões em redes sociais? recebi alguns retornos de leitores que me relataram utilizar a seguinte estratégia online: (1) concentrar os contatos profissionais em uma rede de cunho mais profissional (o Linkedin, neste caso, foi o mais citado, mas algumas pessoas mencionaram também o Plaxo) e (2) colocar os contatos pessoais em uma rede menos formal (e aqui o Facebook foi a grande escolha). Houve quem me perguntasse se eu achava que essa era uma boa estratégia e a resposta é indubitavelmente sim - partindo do princípio que toda estratégia online que funciona para você é uma boa estratégia. No entanto, existem aqui alguns pontos, ao meu ver, que devem ser levados em consideração. Fazendo o costumeiro reparo que tudo que eu escrevo neste Blog é fruto de minha percepção pessoal, vamos a eles:
1. A divisão entre redes sociais profissionais e pessoais tem se apagado consideravelmente nos últimos tempos. Contatos pessoais e profissionais têm se misturado com muita frequência - não respeitando delimitações de redes. Da mesma maneira que os teus contatos profissionais te alcançam no celular fora do horário e ambiente de trabalho, os seus contatos profissionais vão te encontrar em outros ambientes virtuais que não os profissionais - e cada vez mais.
2. Muitas pessoas consideram o Linkedin “muito complicado” e preferem uma rede mais simples e intuitiva - como o Facebook, por exemplo. Se você quiser o contato (online) das pessoas você terá de ir aonde elas estiverem. De forma semelhante, as pessoas que se interessarem pelo seu contato online irão atrás de você – aonde você estiver.
3. As redes sociais passam também, elas mesmas, por ciclos. Pode muito bem ser que, em dois ou três anos, o Linkedin esteja como o Orkut está hoje. Nem o Linkedin de hoje é tão formal quanto costumava ser - e nem o Facebook (FB para os íntimos) é mais tão inocente como quando estreou no Brasil.
4. O potencial de adaptabilidade do Facebook é extraordinário, graças à sua gigantesca base de usuários e aos (muitos) aplicativos que ele abriga. Eu, pessoalmente, não acho impossível que o FB se torne um dos principais focos de networking profissional e canal de negócios a nível mundial em um prazo muito, muito curto. Dois exemplos bem rápidos de como isso pode ser possível:
- O BranchOut é um aplicativo que se propõe a criar uma rede profissional privada dentro do próprio Facebook - e que tem sido chamado de “o Linkedin do Facebook”. Existem muitas outras Ferramentas de recrutamento e networking via Facebook, mas o BranchOut é a que tem recebido maior destaque nos últimos tempos.
- A LikeStore é um serviço nacional lançado recentemente que permite montar lojas no Facebook. O pagamento pode ser feito por meio de cartão de crédito ou transferência bancária sem sair do ambiente do Facebook. Esta funcionalidade (existem outras empresas que se propõe a explorar este aspecto de e-commerce a partir do FB) transforma cada uma dos milhões de fan pages da maior rede social do mundo em um ponto de venda que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana.
Voltando à pergunta-título deste post, a resposta é sim: não só é possível utilizar o Facebook como Ferramenta Profissional (e de Negócios) como isso tende a se tornar mais e mais comum em um futuro bem próximo.
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